Lyrks
Lyrks
Lyrks
Cover Art

ÍTACA Lyrics by Álvaro Mamute

O Impassévido Devorador das Esterlúridas

2024

[Intro]
Voltar da guerra, deitar na cama, olhar pela janela
Pensar "mas que saudade dela"
A vida é odisséia, e tá perdido nunca fez tanto sentido
Quanto a hora de pensar o tanto que eu tô fodido
[Verso 1]
As inseguranças mudam quando a vitória vem
Mas ser campeão é cheio de problema também
O paraíso fede à merda, mas eu finjo que eu não sinto
E quando os deuses me perguntam, eu minto
Eu não nasci pra ser capacho, mas também não tô aqui pra pisar
E essa vaidade toda é foda, eu não aprendi a lidar
O universo é branco e rico, e usa Ermеnegildo Zegna
Que sе foda que tu mora na Penha
Os tiros são em Hollywood, e as favelas na matéria da Globo
Aqui os cordeiros vestem pele de lobo
E eu saí da minha casa pra poder mudar o mundo
Será que eu só cavei outro buraco mais fundo
E os moleque os cheio de ideia que diziam que me amam no Instagram
Vão deixar tudo pior amanhã?
Que outras mães vão chorar, abraçadas numa tampa de caixão
Vendo o filho à 7 palmos do chão?
A minha falta de atenção fez o tempo parecer irrisório
Mas já são anos nesse mesmo velório
Mais um pacote de Oreo, e eu rodando em Buenos Aires a esmo
Pensando em tudo que eu já quis pra mim mesmo
De hotel em hotel, o tanto que essas vistas mudam é loucura
Mas são a mesma depressão vindo com outra moldura
Na minha tumba o epitáfio é um link pro Spotify
Que geral diz que vai ouvir, mas não vai e não vai
[Refrão]
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
[Verso 2]
Voltar da guerra, e em 10 anos ver que nada mudou
Falta coragem de dizer quando você errou
E a coroa pesa tanto que machuca usar
Ou será que é a dor que faz ela pesar?
Minhas palavras se entende, não são dessas que tu sabe de cor
Brutalista, nunca fui Rococó
Sem analista, minha terapia é chopp e cigarro
Falar merda na internet e apontar pra tirar sarro
O mais ridículo, "o que que tu vai ser quando crescer?"
Eu vou ser o que os moleques vão sonhar que vão ser
Mas num disseram que o caminho era asfaltado com choro
E que nem tudo que reluz é ouro
Mas engraçado, eu me lembro do Exu do meu pai
Filho, nem tudo que balança cai
E no balanço das batidas, eu driblei o fracasso, cheguei na taça
E ensinei que a diferença eu faço na raça
Foram dez anos de guerra e dez anos perdido
Sem nem saber se me sobrava alguém comigo
Mas hoje geral quer dizer que tava lá e eu falo:
Eu lembro bem quem tava dentro do cavalo
[Refrão]
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
[Verso 3]
Sem Rolex, Tag Heuer, Richard Mille no pulso
Convidado a entrar em lugar que eu já fui expulso
Eles falam que é marra, mas tem inveja branca
Marra é quem fala o que eu falo e não banca
E que se foda o que tu acha que eu tinha que ser ou fazer
Eu não nasci pra vir aqui te obedecer
Foi lembrando do Chico que eu comecei a rimar
Só tô me organizando pra vir desorganizar
O ego nas letras nunca foi brincadeira
É a inicial dos prêmios na minha prateleira
E também tá pra vir um N por aí, eu não nego
Quem disse que não viu futuro, certamente era cego
Atirei minha flecha, a exemplo de Odisseu e Oxóssi
Pra mostrar que esse reino é minha posse, se esforce
Eles dizem que o caminho é um só
E é verdade, no final tudo retorna ao pó
E que se foda quem era rei, plebeu ou o bobo, no fundo
O que importa é o que você deixou pro mundo
E que se foda quem era rei, plebeu ou o bobo, no fundo
O que importa é o que você deixou pro mundo
[Refrão]
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
Avisem à Penélope que eu voltei
E eu ainda sou rei, eu ainda sou rei
E eu ainda sou rei

About “ÍTACA” by Álvaro Mamute

Read the complete lyrics to "ÍTACA" by Álvaro Mamute from the album "O Impassévido Devorador das Esterlúridas" in 2024. On Lyrks you can follow along with the full text, explore the artist's discography, and discover related songs. The track is often categorized under Boom Bap, Hip-Hop, Brasil.

"ÍTACA" is performed by Álvaro Mamute. from the album "O Impassévido Devorador das Esterlúridas" in 2024 This page provides the full lyric text for fans who want to sing along, study the songwriting, or compare versions across releases. Lyrks organizes lyrics by artist and song slug so you can bookmark and share a stable URL. Music lyrics help listeners connect with emotion, narrative, and rhythm in a track. Whether you are learning English, researching a favorite chorus, or preparing for karaoke, having accurate line breaks and section labels (verse, chorus, bridge) makes the experience easier. We link to the official artist profile on Lyrks where available, including biography snippets, top songs, and chart placements when we have that data. If you enjoy "ÍTACA", explore more songs by Álvaro Mamute using the links below. Chart and trending pages on Lyrks highlight what listeners are searching for this week. For copyright or correction requests, see our DMCA and contact pages.

View all songs and biography for Álvaro Mamute · Trending lyrics · Billboard Hot 100

Frequently asked questions

"ÍTACA" is credited to Álvaro Mamute. Songwriting credits may include additional writers listed on the release; check the credits section on this page for linked collaborators.

"ÍTACA" appears on "O Impassévido Devorador das Esterlúridas" in 2024.

Visit the Álvaro Mamute artist page at /artist/alvaro-mamute for biography, popular tracks, and links to more lyric pages.