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2:30 Lyrics by C57 X RIZZ

Idade da Razão II

2017

Mais um cigarro
O relógio já marca as duas e meia
Num velho bar familiar, hoje a casa está cheia
Tento apagar a memória de uma semana feia
Quer tanto contar a história que me engana e golpeia
Numa estreia de um percurso que leva à morte ou cadeia
Em mim o grito do conflito onde a mente passeia
O seu discurso chateia nos pensamentos que em teia
Vou tecendo onde repito essa onomatopeia
Bem sei que o tempo sorteia
Dor é requisito
Corre na veia, nenhum corpo é infinito
E nas palavras gravadas estará tudo dito
Interpretadas por quem leia o nome inscrito no granito
Convicto na tarola que controla o que recito
Ao som de Piazzolla que me isola e eu reflicto
Planeei, mas planos nunca estão isentos de imprevisto
E já nem sei a sucessão de eventos que nos trouxe a isto
É triste: não encontro a tristeza no spot certo
Julgado pela capa apesar de ser um livro aberto
Não prometi ser um menino bonito, tentei
Mas já senti, se não evito o delito, falhei
É que hoje perdi-lhe o sentido, meio tocado e perdido
Muito tempo calmo e contido, já é um começo
Outro copo servido, não creio tê-lo pedido
O empregado diz-me:
- Tome amigo, que esta vem sem preço
Porque estou tenso ou pelo menos assim lhe pareço
Que é uma forma de mostrar apreço
Eu agradeço
Levanto e brindo, penso se realmente mereço
De braço suspenso ouço uma voz que conheço:
- Como é que estás? - enquanto eu olho p’ra trás
- Já te esqueceste do que foste ou já não és capaz?
O ontem foi fugaz e estranho para não dizer mais
Mas saberás o tamanho da estrada por onde vais?
Procuro sinais, olho em volta, mas não vejo ninguém
Quando percebo que a conversa é de dentro que vem
E diz-me:
- não tenhas pressa, que vai ficar tudo bem
Pouso o whisky a tremer quando entendo é de quem
95 vindo do fim do tempo de espera
Quando fiquei sem a voz do puto que eu antes era
Quer a palavra sincera e no tom que mantivera pede:
- eu sei que custa... pelo menos considera!
- Não respondo, não consigo, tudo parece girar
É o álcool a bater é o cansaço a falar…
- não é! ... e ouve com atenção!
Perdeste algo algures, ainda estás em negação
- Tou-me a passar, a contemplar uma alucinação
- p´ra começar, andas a sonhar com moderação!
Estou aqui para impedir o erro e mudar a acção
Mas eu só te posso pedir e tentar mostrar-te a razão:
Desde quando te satisfazes com insatisfação?
Tu antes querias revolucionar a revolução!
- Tens os dias a culpar, a intenção amadureceu
É que entre tu e eu a vida aconteceu
E não tens a experiência das largas marcas que ela nos deixa
Nem tens a consciência das portas que o tempo fecha
É que ele vai-nos mostrando a palma, traz calma, mas seja…
De vez em quando qualquer a alma fraqueja
E ai de quem se queixa, arrisca-se a um bilhete no limbo
Braço esticado, preparado p´a levar carimbo
Eu sei que a vida era boa, hoje é o que eu persigo
E sim eu sinto-me à toa, daí falar contigo...
- Sei o quanto isso magoa, consciente do que implica
Que muita gente apregoa e não o pratica
Mas de cabeça quente tudo se intensifica
Tenta fazer algo de belo do pouco que fica
- És muito novo para entender o que significa
Estou só a tentar lidar com situações pesadas
Percebo a intenção, mas eu não sei se ela se aplica..
Tu queres lembrar-me de viver um conto de fadas
- e vais ferir com ferros, por ser com ferros que ferem?
Porque é isso que eles querem, se tu pensares é claro:
Preferem distância enquanto as proferem, só conferem
Que não vale a pena resolvê-las num disparo
E sim quero lembrar-te dos dias em que sorrias
De como vias os sonhos que no olhar trazias
Nem tudo é fácil, na altura tu já compreendias
Pouco dormias… eu sei que ainda te arrepias
Mas tu sentias e sentes que há um porto seguro
Se não sabias, aprendes: ele permanece puro
E no futuro será motivo de orgulho
Vá, faz o telefonema, anula a cena, eu sei que dá
Há algo mais p’a lá do que os anos ofereceram
E quando sais calado, pensam que te venceram…
A temperança trará o silêncio que fará
Parte da apetência que a prudência treinará
Sem viver no passado não esqueças que eu existi
Sorri porque eu vou ser para sempre parte de ti
Onde mantinhas a sensatez, é por lá que eu ando
E vê se atinas de uma vez
A gente vai falando…
Credits

About “2:30” by C57 X RIZZ

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"2:30" is performed by C57 X RIZZ. from the album "Idade da Razão II" in 2017 This page provides the full lyric text for fans who want to sing along, study the songwriting, or compare versions across releases. Lyrks organizes lyrics by artist and song slug so you can bookmark and share a stable URL. Music lyrics help listeners connect with emotion, narrative, and rhythm in a track. Whether you are learning English, researching a favorite chorus, or preparing for karaoke, having accurate line breaks and section labels (verse, chorus, bridge) makes the experience easier. We link to the official artist profile on Lyrks where available, including biography snippets, top songs, and chart placements when we have that data. If you enjoy "2:30", explore more songs by C57 X RIZZ using the links below. Chart and trending pages on Lyrks highlight what listeners are searching for this week. For copyright or correction requests, see our DMCA and contact pages.

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