Refrão:
\n24/7, todo o ano, não tem rest (ahn)
\nNão tenho limites, nem burnouts, sou de ferro (ahn)
\n24/7, todo o ano, não tem rest (ahn)
\nNão tenho limites, nem burnouts, sou de ferro (ahn)
\n
\nVerso 1 (Ego):
\nDesde que entrei nessa merda
\nQue eu deixei uma grande pegada
\nTodos os dias passo horas trancado no quarto
\nTipo isso é a caverna do pé grande
\n
\nEu não faço isso pa' te agradar
\nPodes ir po caralho, eu carrego amor próprio
\nNunca me vais magoar
\nBoys falam tanto mas não são melhores que tu...
\n
\nVai, elogia-me, enaltece-me, uhh
\nAlimenta o ego!
\nToda a vez que contrariares
\nNão te encaro, só te enterro!
\n
\nNão tenho carro, não tenho teto...
\nEstou exposto a todo o mal...
\nSe criticarem não me inteiro...
\nDevem só ter um gosto mau... (wow)
\n
\nRefrão:
\n24/7, todo o ano, não tem rest (ahn)
\nNão tenho limites, nem burnouts, sou de ferro (ahn)
\n24/7, todo o ano, não tem rest (ahn)
\nNão tenho limites, nem burnouts, sou de ferro (ahn)
\n
\nVerso 2 (Insegurança):
\nToda a vez que me mencionam
\nPenso que 'tão a falar merda...
\nNão é normal essa forma que o trauma entrou
\nE agora 'tá a agoirar a meta...
\n
\nMas eu... eu? Eu não tenho nada a temer!
\nFuck them... quanto vêm p'rà batalha?
\nE quantos deles são meus fãs?
\nPorque o lex nunca falha!
\n
\n'Tou com a minha equipa a brindar
\nEm nome de todos os manos que falam cocó
\nNão quero parecer agressivo
\nMas merecem todos um cocktail molotov
\n
\nEu 'tou a tentar destacar-me
\nToda a gente tem ego, não venham mentir-me...
\nA diferença é que o karma
\nVai apanhar alguns e outros ficam firmes...
\n
\nRefrão:
\n24/7, todo o ano, não tem rest (ahn)
\nNão tenho limites, nem burnouts, sou de ferro (ahn)
\n24/7, todo o ano, não tem rest (ahn)
\nNão tenho limites, nem burnouts, sou de ferro (ahn)
\n
\nVerso 3 (Conscientização):
\nTrancado na cabeça a trabalhar em mim próprio
\nA tentar não deixar o ego consumir tudo
\nA querer ser o G.O.A.T. sem um bode expiatório
\nE hoje é notório que evoluí do lodo...
\n
\nMas sendo que no fim do dia
\nHá pouco que ilumina...
\nPercebo que não sou de ferro
\nE que a dor chega a mim, mano...
\n
\nPor muito que eu tente mascarar
\nChega a um ponto
\nQue eu me sinto morto
\nNão dá p'a esconder tudo (ahh)
\n
\nMas sendo que no fim do dia
\nHá pouco que ilumina...
\nPercebo que não sou de ferro
\nE que a dor chega a mim, mano...
\n
\nPor muito que eu tente mascarar
\nChega a um ponto
\nQue eu me sinto morto
\nNão dá p'a esconder tudo!
\n
\nVerso 4 (Confissão):
\nNa verdade, eu não sei se vou chegar algures
\nMas é mais fácil esconder a incerteza do que mostrar ao mundo...
\nÉ mais fácil se eles acharem que eu sou um cabrão que se acha o melhor
\nÉ mais fácil porque não questionam se acharem que eu vou ter uma reação pior...
\n
\nAi se eles soubessem que eu passo horas em crânios...
\nAi se eles soubessem tudo o que vai cá dentro...
\nMas, como não sabem, não me falam na frente...
\n'Tou me'mo na margem à espera que venha o vento (uhh)...
\n
\n'Tou me'mo a um passo em cima do prédio
\nPorque aprendi que fugir dos problemas é bem mais fácil...
\nPorque é que eu hei de encará-los e magoar quem rodeia
\nSe apenas com um passo acaba tudo num ápice?
\n
\nPode ser que tenha parágrafos... pode ser que eu volte...
\nNão é muito provável, nem acredito em merdas depois da morte
\nMas pode ser que a Terra seja só o inferno...
\nE que quando morremos é que começa me'mo a sorte...
\n- lex, antes da morte
\n
\nVerso 5 (Queda):
\n[Gritos com texto impercetível]
\n
\nVerso 6 (Conclusão):
\nHá fases que chegam
\nApenas para reforçar a ideia
\nDe que fases partirem
\nFaz parte da teia
\n
\nParte uma fase
\nE chega outra de seguida
\nParte uma fase
\nE terás uma fase partida
\n
\nPartida, outrora completa
\nPartida – contrário de meta
\n
\nMetas nem sempre são claras
\nNão pela escuridão que as pode envolver
\nMas porque se fossem sempre claras
\nNão haveria escuridão para o claro se ver
\n
\nÀs vezes sinto que eu não sou eu
\nMas se calhar sou e só não sei
\nPorque o que num dia acho que sou
\nNo dia a seguir já não sei bem
\n
\nMas parece-me algo normal
\nNuma pessoa da minha idade
\nCom tanta crise a afetar
\nClaro que há crises de identidade
\n
\nE por muito que quisesse
\nEntregar algo concreto
\nPrimeiro tenho que ter chão
\nE só depois posso ter teto\n\n