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Avisa Lyrics by Deau

2017

[Letra de "Avisa"]

[Refrão]
Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

[Verso 1]
Deram as pancadas de Molière
Quem ladrou que agora ferre
Pisa-me eu enterro-te
Avisa o intérprete
Eu vim para ser reto
Não foi para ser rato
Não vim ver se acerto
Eu vim vencer certo do que trago
Oposta à proposta apóstata
A aposta é posta na mesa;
A hoste que tome a hóstia
Já sabe qual é a sequência
A saga é a de quem
Melhora a Maizena que dispensa
Farto de aplicar o Kaizen
No que armazena na dispensa
A dor garrota a cor garrida;
Tu toma nota
Mas adorna a investida
Só isso importa
Quem tinha fé em mim
Ficou agnóstico
Mas, no escuro
A lua cresce com a minha inicial
Por algum propósito
Eu sei:
Só acreditam em deus quando o virem;
Podia dizer-vos ‘olá’
Só que custa os olhos da cara admitirem
Agradeço todo o respeito
De forma sincera
Mas não esqueço
Que quem viu a larva que a borboleta era
Acha-a ainda mais bela

[Refrão]
Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

[Verso 2]
Esta é a panaceia
Para a odisseia
Que quebra e que abre a cadeia
À ceita que ceifa a ceiva
Ao filho de Medeia
Meu peito é rocha Tarpeia
Para quem trampeia o meu sonho;
Se o meu rosto pompeia
É porque penei até cerrar o choro
Acaba o ouro
E querem voltar alto como Astreia
Mas já não bate o coro
Isso, para mim
Não é estreia
Não estás para roer osso
Eu não te quero à beira
Quando fizer o alvoroço
A vomitar lagosta e sapateira
A nossa visão visa
Uma via mais profilática
Mamar nas tetas de Hera
Até criar uma galáxia;
Abolir do âmago
O trama do Tânato contrito
Esgana-te o pânico
Atenta no cântico
Que eu transmito
Interdito a falta de ânimo
No meu trâmite
E faço o que for preciso
Para subir ao vértice da pirâmide
A vida passa rápido;
Não me impressiono
E deixar de espólio
Algo que inspire o grémio
É o prémio que ambiciono

[Refrão]
Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

[Verso 3]
Provei desse doce mel
E disse mal no fim
Mas o valor do meu troféu
São as cicatrizes que trago em mim
Escuta o que te revelo
Este é o teu deus em pele
A matar essa ilusão
Como se ela fosse Sémele
E esse anelo com que anulo
O que é turvo na trova
Urde a prova
Do que não nos tomba
Reforça
Esse é o bónus de aguentar o ónus da fossa
Esses Keszelers
Não vão ficar com uma merda que é nossa
“A César o que é de César”!
Prepara a tropa
Estamos seguindo o Bordalo
A fazer o lixo virar obra
Que se foda
A sobra da poda!
Eu não dou nós na gravata
Para tirar a garganta da corda
Fizemos história
Gritando ‘Bambora’
E a arranjar uma saída
Para os que nem tinham
Para a entrada da porta
Eu sei o que vos incomoda:
Olharem para nós agora
E não verem nenhuma diferença
Do que já éramos outrora

[Refrão]
Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo

Eu vim dos bastidores
Dessas peças de teatro
Onde desejam muita merda
Antes de subirmos ao palco
Avisa o contra-regra
Que estou apto
Para pô-los a gritar ‘bravo’
No final do espetáculo
Credits

About “Avisa” by Deau

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