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Memórias Lyrics by Funkero

2017

5616

[Refrão: Pablo Martins x2]
\nTudo me faz lembrar
\nMas lembranças são pra esquecer
\nEu tô solto no momento
\nCurtindo o veneno que faz o presente nascer
\n
\n[Verso 1: Funkero]
\n1Kilo de que djow?
\nCê conhece quem
\nA tropa é o trem não peida pra ninguém
\nA memória grita na minha cabeça
\nDez milhões de vozes me fazem arrancar a minha orelha
\nVincent van Gogh
\nO mar de asfalto na minha frente parece sem fim
\nOnde eu piso a calçada acende igual em Billie Jean
\nO brilho eterno de uma mente sem lembranças
\nÀs vezes a benção reside na ignorância
\nSonhos viram pesadelos, pesadelos viram versos
\nAdmito, réu confesso
\nTaco cianeto no seu café expresso
\nNão quero perder meu funeral
\nReservei meu Black-tie
\nCada linha que te acerta, canelada de Muay Thai
\nCarta bomba no seu inbox, clássico igual beat box
\nEu vou de volta pro futuro, Michael J. Fox
\nCalmo igual Sr. Miyagi tratando bonsai
\nCorte cirúrgico, samurai, banzai
\n
\n[Verso 2: Chris]
\nNo alto do Morro observo fi
\n1Kilo, mil tiro e vejo eles cair
\nFaço minha rima destaque, ele atira
\nO destaque vira alvo
\nE pra minha sorte, eles são ruins de mira
\nEu to com flow CR7 pro terror dos alemão
\nNego paga de bandido e treme de oitão na mão
\nDo futuro tipo Futurama
\n1Kilo de Rima, 100 paco de grana
\nDois papo rala, esses cara é o trem bala
\nElevados de fato, fala
\nNecessária, com as rima precária
\nMe ligaram eu to fora de área
\nPraga máxima, rima clássica
\nConsertando como plástica
\nFim da história deles trágica
\nChris não rima ele faz mágica
\nE não troca de roupa
\nPra fazer quem fala muito calar a boca
\nBem que minha mina falou
\nTempo passa ele passou, quem mudou
\nMundo imundo te contaminou
\nTá colhendo o que plantou
\nOh quem voltou
\nÉ que depois do dia de caça eu resolvi ser caçador
\n
\n[Refrão: Pablo Martins x2]
\nTudo me faz lembrar
\nMas lembranças são pra esquecer
\nEu tô solto no momento
\nCurtindo o veneno que faz o presente nascer
\n
\n[Verso 3: Valente]
\nConsequência da falha da falta de ajuda
\nMenorzin navalha envolvido no crime
\nNão teve opção, nem passada a visão
\nPorque tinha que trampar no farol que te oprime
\nE ralar por comida, dormir num sofá
\nCom estofado zuado, isso é fato não é filme
\nE o moleque na fúria botou na cintura
\nE foi metendo o pé, pique pá, telecine
\nA barca aproximou e de quebrada
\nMetendo da fuga maluca o menor se jogou
\nBololô começou, que um atirou e revidou
\nGritou: -Filho da puta, atirou e não pegou!
\nVoltou sangue nos olhos no corre das notas
\nCom toda a revolta, moleque abusado
\nEssa porra não é fábula e o conto de fadas
\nNão acaba legal pra nenhum dos dois lados.. "yehe!"
\nSegura o passo, não olha pro lado, só entra no carro, "lady"
\nCrise no Braza, Culpa do Temer, Dória cabaço, "baby"
\nLambe meu saco.. pra mim político é tudo safado
\nLembra do papo que eu dei no começo
\n1Kilo no paco! Cê pensou que era o Mz
\nVenha andar na corda bamba
\nTraga tua salsa, porque aqui temos o Samba
\nTraga “algunas platas” pra quebrada no Brasil, tá tudo a pampa
\nPorque aqui temos o Samba
\n
\n[Verso 4: Mz]
\nUm Mc da 1Kilo incomoda muita gente
\nSete Mc’s da 1Kilo incomodam muito mais
\nBrota na casa de RAP se tu quer flagrar os moleque
\nQue na casa do senhor não existe Satanás
\nMeu flow é água rasa
\nAqui Jaz tua cobiça
\nNo jogo jogado, é jogar
\nNo fogo cruzado, é trocar
\nE o novo mercado, é tomar
\nE agora eu não paro
\nAlquimista em pedra bruta
\nGarimpado em São Gonçalo
\nDJ Grego RAP vive, pau no cú do Bolsonaro
\n
\n[Verso 5: DoisP]
\nEra terça a tarde
\nFiz a mala na mesa da sala, certeza de chumbo ou prata
\nEles querem tudo porque não tem nada
\nEu quero o mundo e o fim de quem tiver no mapa
\nE não for meu chapa
\nEles querem que eu caia, ela não quer que eu saia
\nFoda-se e fogo nós chapa
\nE a cada passo o lema é resistência
\nProblemas, grana, tempos de violência
\nSe o tempo embaça, usa a inteligência
\nFui e voltei, ambição é imensa
\nCifra por X, conto o que eu fiz e te falo o que é eficiência
\nTenta a sorte não, rua é pé no chão
\nSó a noite que me guarda, anjos com arma na contenção
\nDestrava minha .40, sangue esquenta com a ação
\nA paz se ausenta, é denso, puxa o pulmão
\n
\n[Refrão: Pablo Martins x2]
\nTudo me faz lembrar
\nMas lembranças são pra esquecer
\nEu tô solto no momento
\nCurtindo o veneno que faz o presente nascer
\n
\n[Verso 6: Laboce]
\nMatei uns gigantes tipo o golias, à uns dois anos atrás
\nMergulhei no lago da vida, com monstros tipo lochness
\nBrindei meus 21 a mescalina e wax
\nMe enganei em achar que ser foda, já era o meu fullpas
\nSe eu não me engano, bem
\nEu meti os pés, eu caguei os pés
\nIsso é lado negro do pacto (sim)
\nTem cheiro de morte no pátio (sim)
\nEu sinto a morte na porta, isso me sufoca, eguns na minha volta
\nMe sentir deslocado é mais natural do que o vento soprar
\nE eu parei só pra acender o "queime", brother
\nSuas dívidas são minhas dívidas, não?
\nEntão é muito teu esse nó nas minhas costas
\nMinha alma pura, repugna minha vida bandida e puta
\nTo ofuscando esses buxa como se eles fosse porra nenhuma
\nSou um som do costa a costa fumando um "badego" nas área
\nSou 94, aqueles gol foda e a taça era nossa
\nO Nico, o Bebê e o Bidi traficando um crack nos astros
\nO Crunk, o Cspé, o Seman, o Madona e o Veja nós é um CLÁSSICO!
\nVão toma no cu! Dlamotta é o sul, os mais ruim do braza
\nHoje ainda tem corre nega, mas eu prometo que eu volto pra casa
\nSe o crime é igual ao rap, o rap é minha alma
\nMãe eu te amo, e é por ti que eu não morro, que eu volto pra casa, fé
\n
\n[Verso 7: Leal]
\nA tecnologia não alcança minha criatividade
\nPra eles lixo eletrônico, pra você novidade
\nTestes, prestes, vaidade
\nPerto da meia idade
\nA geladeira vazia, cria a mente cheia de maldade
\nEu sigo no corre, eu vivo na luta
\nFilho da puta, não atrasa
\nMente avoada pra voar nem precisa de asa
\nTem uns que escuta na intenção de copiar
\nMas já se sente menos por não ter o dom de criar
\nSexta cheira, qual é o “moio” que se faz da sua quebra
\nToma cuidado aliado, que os leviano a vida leva
\nPras trevas, pro corre, pro crime que não compensa
\nUns pensa que sim, só chegar que tá facin
\nLicença, muita fama e violência, mulher e audiência
\nOs dois anos de curtição, viraram dez de sentença
\nEu não posso perder, eu não posso moscar
\nEu nunca mais vou ver o mano no espelho chorar
\nPor nada no mundo segundo a escolha errada
\nSó seguindo as intenções, tudo fora do lugar
\nEm quem acreditar, a idiota omitia
\nQuem tava em volta omitia, a falsidade parece dom
\nAmo minha mãe e meu filho, fato eu odeio minha espécie
\nE o pitaco indesejado fez o mal parecer bom
\nNaquele tempo em que eu não tinha privilégio
\nÉ fácil invejar o Leal, difícil é querer ser o Sérgio
\n
\n[Refrão: Pablo Martins x2]
\nTudo me faz lembrar
\nMas lembranças são pra esquecer
\nEu tô solto no momento
\nCurtindo o veneno que faz o presente nascer\n\n
Credits

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