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Poetas No Topo 3.2: Enredo Lyrics by Raillow, Xamã, Luan LK, Choice, Leal, Síntese, Ghetto ZN, Lord ADL

Poetas no Topo

2017

168253

[Letra de "Poetas No Topo 3.2: Enredo"]
\n
\n[Intro: Raillow]
\nHã, Outra Lei, assim, ó
\n
\n[Verso 1: Raillow]
\nEast Side, as ruas daqui tão cheirando muvuca
\nE o que vocês dão valor pra nóis é miséria
\nE é, é só o que nós usa
\nDivide e usa, e as sirenes toca e nós escuta
\nPassaram mais um, subiu foi mais um
\nComércio engrandece, o tráfico lucra
\nE nas esquinas daqui é sempre a mesma coisa
\nOutra filha da, hã
\nOutra filha da pátria na pólvora
\nO mundo é dela, menos a culpa
\nEntão me dá um tempo antes que eu surte
\nE você destrua tudo, e eu pensei em tudo
\nEntão cala a boca e me escuta
\nE eu voltei pra rua
\nPichação, vizinhança, as paranga' na blusa
\nOs menor roubando, forjados, uns rodando
\nE eles rondando a madruga
\nE o baile pegando na rua de baixo
\nA justiça solta e o mal aluga
\nE ela veio sem receio, com um cigarro nos dedos
\nE eu selei com um vinho da Rússia
\nE eu não sabia que o topo era assim
\nE de onde eu vim eram esquinas sem músicas
\nOnde lá só tinha problemas
\nE os poetas vendendo o que te alucina
\nQuanto vale o show? E quanto custa a vida?
\nSe não tem palavra, 'cê não tem saída
\nOuvindo o caos com o céu na minha cama e o inferno na esquina
\nAutoridades desfilam, mercado negro e o crime domina
\nQuem é esse neguinho marrento?
\nDo sorriso branco, cabelo loiro, da voz linda?
\nRaillow sensação, Raillow é o Mandela
\nO sono é luxo, o resto é lixo, Itaquera é Palestina
\nPra emocionar as princesa' e fazer das coroas rainhas
\n
\n[Interlúdio: Xamã]
\nAí, olha o que eu sei fazer
\n
\n[Verso 2: Xamã]
\nHey, Jack, conte pra sua mãe que eu fiz um rap
\nRock, tenho andado tão boombap
\nDizem que o Xamã canta de Glock
\nBlack, lírica hi-tec, toc, toc
\nNunca jante com um vampiro vindo de Woodstock
\nRobert De Niro é top
\nMarquin, corre que o helicóptero pousou no teu copo
\nParecia ópio, drogas no cardápio
\nMas se pancar meu flow tu vai parar em Tangamandapio
\nUm tanto quanto óbvio, inimaginável
\nSuba até meu nível, eis o meu eu lírico impalpável
\nDirigindo métricas de forma irresponsável
\nEu quero um Batmóvel no universo Marvel
\nGata, eu sou terrível
\nTranse com meu corpo detestável, assassino divo
\nGeral quer ver sangue, eu mato ao vivo
\nMãe, matei seu filho, foi inevitável, imperceptível
\nSigo inabalável, como Hulk: incrível
\nEu vi tudo isso que eu falei num pôr do sol enferrujado na janela de um busão
\nLiga pro MC Xamã
\n"Quanto tempo eu não te vejo
\nMeu menor virou teu fã
\nRaillow tá te mandando um beijo", vai
\nLiga pro MC Xamã
\n"Quanto tempo eu não te vejo
\nMeu menor virou teu fã
\nE Raillow tá te mandando um beijo", vai
\nYcaro brotou de asas, ligou W.L, de Civic vaza
\nO ET tá de (Hã) volta pra casa
\nMeu flow Deadpool te dá asas
\n1Kilo, Pineapple na fé, tu não quer também, vaza
\nBrotei lobisomem da terra dos homem que manda na NASA
\nSamba é a minha reza, preta se enfeza, não me acompanhe
\nÔ filha da puta, arrombado, não encosta sua mão na minha mãe
\nSenão te corto em pedaço, te sirvo em um churrasco igual molho à campanha
\nNão me acompanhe
\nNada me apaga, liberdade Rafa Braga, liberdade Rafa Braga
\nNada me apaga, liberdade Rafa Braga, liberdade Rafa Braga
\n
\n[Verso 3: LK]
\nSe liga agora
\nPros marionetes são a corda
\nHey, pros inertes são vambora
\nAntes que se invertam os valores
\nTô perdido, então não me segue, não compete
\nEu tô em outra, irmão, fé te corta as cordas
\nO mundo infestado com o mal
\nE eu tô buscando igualdade
\nMas no Brasil justiça são papéis de confete no carnaval
\nCorpo fechado e a mente aberta, primo
\nDô mais um trago e nego as dores pra me manter vivo
\nBusco equilíbrio que é pra não perder o foco
\nOs menor dividido na caça do topo e os poetas mortos
\nNós chegamos pela margem e dominamo os monitores
\nFoda-se, tomamo a mídia, então arranca as parabólicas
\nO choro da coroa, agora o rap deixa minha coroa eufórica
\nQuer melhor vitória, irmão?
\nO rap tá bombando, tá bom, bando de hipócrita
\nEssa porra é Brasil, nossa subversão é expandir a cultura onde o enfoque tá
\nMano pode pá, nós somos os cara, não porte AK
\nE é melhor mais cem mic pros menor do que cem Glock lá
\nCapta, minha banca é tipo máfia
\nNão, nunca acreditou em autoridade
\nEntão não explana onde o entoque tá
\n'Cês conhecem o LK
\nE eu nunca me conheci, eu nunca entendi nada disso aqui
\nAndei pensando em ir pro Acre
\nPsicografar 14 livros de rap e depois sumir, fui
\n
\n[Verso 4: Choice]
\nHey, topo do topo, do topo, pela minha favela
\nPela minha favela
\nCaminhando no inferno, eu sou como Orfeu
\nAndo sem olhar pra trás
\nCalculando o caminho que Jesus percorreu
\nAté ver que os humanos não merecem paz
\nO peso da cruz que carrego, já não causa dor
\nO desprezo de quem eu amo, já não causa dor
\nEu vivo no Purgatório, entre o caos e a dor
\nSe a vida é filme, fala por que ninguém pausa a dor?
\nA realidade me pede pra ser contada
\nUm sinal no céu convoca o Super Hip Hop
\nAqui a verdade não vai ser manipulada
\nCom a desculpa de que é só pra gerar Ibope
\nSe coloque no lugar da mulher estuprada
\nOu do estudante preso, esculachado pela BOPE
\nBaleia azul da rua é barca passando apagada
\nEu sou o Cavalo de Troia do seu laptop
\nUma vez um cara me disse uma hipocrisia
\nEle me disse que ser homem era só ter bigode
\nAcho que é tipo ser pobre e não ter comida em casa
\nMas dizer que é milionário dirigindo um Ford
\nQuem duvidou eu esmaguei tão facilmente
\nQue liricamente eu ando me sentindo um Megazord
\nO povo vive se iludindo com essa Mega Sena
\nAcumulada pra ganhar, só tendo mega sorte
\nNum fode, merecemos mais que Bolsa Família
\nOu devo me corrigir para Bolsa Migalha
\nTem político acumulando milhão nas ilha
\nEnquanto uma mãe se humilha e outro pai trabalha
\nPra comprar o material escolar da filha
\nQue na escola não aprende a matéria necessária
\nA vida é um jogo de cartas, tu não tem escolha
\nSó que após o fim do jogo a morte é que embaralha
\nQuero fazer todos os deuses se amarem
\nFalo tipo reuni-los
\nCorações sujos como todos esses mares
\nFalo tipo o Rio Nilo, mano
\nTopo do topo, do topo, e o meu pai se orgulha
\nNão me enxerga, mas eu sei que o olho dele brilha
\nBrilhantes nunca fizeram meu olho brilhar
\nPor isso eu nunca coloquei o dedo no gatilho
\nEu podia ter botado o dedo no gatilho
\nE com certeza brilhantes iam me rodear
\nMas aí o olho do meu pai não teria brilho
\nE ele não teria nada pra se orgulhar
\nTopo do topo, do topo, e o meu pai se orgulha
\nTopo do topo, do topo, pela minha família
\n
\n[Interlúdio: Leal]
\nAhn, Poetas no Topo, RJ, SP (Ah)
\n
\n[Verso 5: Leal]
\nEvolução mental, espiritual é o que eu necessito pra me sentir vivo
\nNunca me disseram que isso ia ser fácil, mas também não me disseram que ia ser difícil
\nDuvidaram do que eu posso, era pouco espaço, eu sempre vivi com pouco, não incomoda isso
\nPoeta num mundo louco, no meio da escuridão provando pro Brasil todo que isso ainda é compromisso
\nE, que isso é sentimento, todo mundo sabe, se não for, se torna inútil
\nRap de mensagem, sem massagem, liberdade de expressão, veículo útil
\nEu me sinto fraco, eu me sinto mal, outra noite longe do meu filho
\nSe ele não paga, eu me sinto um otário, atrasa-lado contrata e dá milho
\nSe não tem din', não faz proposta, é de graça na quebra, nós tá nessa
\nPoesia, mestre de cerimônia, não animador de festa
\nO presidente trabalha pra CIA
\nTudo que é nosso, eles 'tão tomando
\nRap é ritmo e poesia
\nEu não sei o que tem a ver com pagar de malandro
\nE eu não me perco entre palavras, não me afirmo em fantasia
\nSou pior que 'cês esperava, revolução com raiva, anarquia
\nEu já sabia que era sem boi, sem dor, sem conquista, nunca foi fácil
\nMorei em casa, morei em apê, mas no comecinho, eu morei no barraco
\nEu vesti meus trapo', fui pras batalha'
\nBeco e Santa era de praxe
\nBem que minha tia já dizia, desde pequenininho
\nQue eu era muito novo, mas eu só fazia arte
\nHoje parte da minha vida, pra isso que eu vivo, incentivo pra quebra
\nPrimeiro é o respeito aqui soltando o verbo, mas pisando fofo, sem falar merda, woah
\n
\n[Interlúdio: Síntese]
\nNa-na-na-na-na, na-na-na-na-na
\n
\n[Verso 6: Síntese]
\nMeu som na caixa, um soco, um sopro divino pros louco'
\nSem a raiz não existe o topo
\nPerceba que o jogo não é brincadeira se tem vida em jogo
\nCultura vive, vivo estou, espírito livre eu sou
\nDa mata sagrada, hey; respeita o sotaque, fei'
\nEu sou daqui, 'cês que fala engraçado, fei'
\nEm tempo de rap torcida
\nEscravo do espírito livre na lida
\nV3: Verso, verdade e vida (Aham)
\nNão me comove essa honra fingida
\nAndo no vale da sombra da vida
\nE sigo sem máculas
\nDespressurizei com a presença e caíram-se as máscaras
\nAo invés de topo, 'cês merece tapa
\nE, quando eu abrir esse mar, 'cês não passa (Aham)
\nO tempo que passa, então faça
\nQuem te alimenta te pegar pra caça
\nO ego que expele o veneno, minh'alma repele
\nGestério eleito, eu fiz de um jeito que nem repararam na cor da minha pele
\nCélebres malandros fizeram direito e aprendi direito
\nSua força e poder sempre vão ser do tamanho do seu respeito
\nE hoje sujeito que sou, essência reggae no soul
\nJá falei uma pá, só que só fingiram escutar
\nEntão, espera a bomba ficar pronta pra ter tempo pra pensar, ahn
\nVejo um jogo cênico dos moço' cômico
\nForjando uma brisa, pique esquizofrênico
\nCada consciência, uma sentença (Não esquece)
\nAham, mas de onde eu vim, a verdade que enlouquece
\nArma, fé e fome dos moleque' de alma enorme
\nBabilônia Brasil não é cenário pa' sua peça (Jamais)
\nFecha a cara e vai, carai
\nRobin Hood desse reino porque humilde o rei não vai virar, ahn
\nPro arrebento pode ligar
\nSe morte é falhar, certeza certeira, faca na caveira
\nCom amor e ódio na guerra do sonho nós tá pra trocar
\nMente maciça que é vinda do Vale
\nPonto de vista virando as chave'
\nDa lage de cima com a vista pra Serra
\nFogueira Matrera é visita dos alien (Ahow)
\nDe São José pra reacender sua fé, irmão
\nO instinto é um só, ê, fei', vai pensando que tá bão, ah
\n
\n[Verso 7: Ghetto ZN]
\nEu não quero ser cordial
\nMuito menos chegar nessa porra sendo rude
\nQue essa mensagem chegue no teu ouvido agora
\nE que os view dessa porra, com grana, me ajude
\nMinha família, minha mãe, minha filha
\nTodos meus caras aqui sabem que eu sou rabugento, me ature
\nNão tem frescura, não tem suporte
\nNão que você se importe, Zona Norte te cure
\nO vapor rimou, olha só, a morte pra ele abaixou até a foice
\nFiz as criança' dançar break e fazer grafite, é família Erva Doce
\nAula eu já dei, na Lapa eu fui rei
\nPosso rimar na tua casa ao vivo
\nGravo minha parte, tu passa minha parte, tua banca acha foda
\nIsso que me mantém vivo
\nGravando disco em casa com meus manos, sem condição nenhuma
\nEu tô aqui, vivão, vivendo
\nNão é de onda, no fim não vou ser espuma
\nNão sou Ryu nem Ken, eu tô mais no macete, eu sou Akuma
\nRá, filha da puta assuma
\nQue tu não é rapper só porque tu já bebe e fuma
\nOs cara com a vida tudo ganha, trocando soco
\nAqui troque soco, espere pipoco
\nOuça, mano, o que eu tô falando
\nEu te agrido na rima pra não agredir com o cano
\nCamelô de trem, de seis às seis
\nAtendendo mais de um milhão de freguês
\nE fui me inspirando em cada pensamento
\nSeparado que eu fiz o freestyle pra vocês
\nPodre de rima? Até os playboy que não entende da vida se anima
\nFavela no topo, ó quem diria
\nO lobisomem, Ghetto trilogia
\nNão sei se eu sou o Venom, Doutor Destino
\nSou o Coringa ou o Pablo Escobar?
\nMas no momento já me sinto grato em ser o vilão que 'cês amam odiar
\nPineapilei, favela traduziu pra vocês
\nComo é que eu vou falar inglês se eu nem sei francês?
\nVoulez-vous fumê, avec moi ce soir?
\nJacaré virou Paris, tu canta e nunca foi lá
\nPodre de rico, quero salvar e não pedir socorro
\nObrigado pelas oportunidade, agora é a comemoração
\nQuando eu voltar, hoje tem churrasco no morro
\n
\n[Verso 8: Lord]
\nFoi aqui que eu vi vários cair
\nOnde tive a chance de me levantar
\nFoi de baixo, foi eu e o DK, era tudo ou nada
\nEu querendo me meter, eles querendo me matar
\nEu chorei, ninguém me viu (Ninguém me viu)
\nGritei, ninguém me ouviu (Ninguém me ouviu)
\nAlcancei milhões e milhões de views
\nFiquei bonito, é óbvio
\nEu tô no topo da favela, onde o poeta vive
\nEscrevendo histórias sobre homens mortos
\nQuer saber qual foi minha vivência no crime?
\nNão sei quem é pior, os ratos ou os porcos
\nPorque verme é verme (Aham)
\nE de vocês não tenho medo, eu tenho nojo
\nDepender de mim vocês não comem nem miojo
\nFicou nervoso? Entra um dentro do cu do outro (e vem)
\nTipo Sant, um sorriso na foto
\nÉ um grito interno
\nEu fuzilei uma alcateia de demônios que não morrem
\nPorque tudo é um inferno
\nE eu olho a minha volta
\nE chama, chama, tá tudo em chamas
\nTu que tacou fogo nessa porra, Lord?
\nEscreve teu lamento e lança
\nCara feia pra mim é fome
\nFome que os menor passa sorrindo
\nJogando bola pra esquecer o ronco da barriga
\nE vocês roncando sem saber o futuro dos seus filhos
\nNão tenho medo de ameaças
\nJá passei por várias, sangrei na guerra
\nInimigos hoje, choram minha vitória no inferno
\nGritando meu nome abafados pela terra
\nEu tô voando mais que passarin (Hã)
\nEu quero bem mais do que camarim (Eae)
\nBem mais que camarão, salmão, Hennessy
\nTodas as minas tipo Cameron, querem-me
\nUm ADL incomoda muita gente
\nNosso bonde todo incomoda muito mais
\nDica pra quem tá começando, é bem simples
\nSigam aqueles que não fala e faz
\nSenta e olha o flow, aulas
\nEu e suas almas, droga nas veias
\nÁgua na sede, luz na escuridão
\nFechando contas, abrindo cadeias
\nTenta contra nós (É a tropa, é o bicho)
\nHoje eu te derrubo com voz
\nMe chame de Lord AK, Lord AK
\nCorra se tu vê o clã
\nTrá\n\n

About “Poetas No Topo 3.2: Enredo” by Raillow

Read the complete lyrics to "Poetas No Topo 3.2: Enredo" by Raillow, Xamã, Luan LK, Choice, Leal, Síntese, Ghetto ZN, Lord ADL from the album "Poetas no Topo" in 2017. On Lyrks you can follow along with the full text, explore the artist's discography, and discover related songs. The track is often categorized under Cypher, Brasil, Rap. It has been viewed over 168,253 times on Lyrks.

"Poetas No Topo 3.2: Enredo" is performed by Raillow, Xamã, Luan LK, Choice, Leal, Síntese, Ghetto ZN, Lord ADL. from the album "Poetas no Topo" in 2017 This page provides the full lyric text for fans who want to sing along, study the songwriting, or compare versions across releases. Lyrks organizes lyrics by artist and song slug so you can bookmark and share a stable URL. Music lyrics help listeners connect with emotion, narrative, and rhythm in a track. Whether you are learning English, researching a favorite chorus, or preparing for karaoke, having accurate line breaks and section labels (verse, chorus, bridge) makes the experience easier. We link to the official artist profile on Lyrks where available, including biography snippets, top songs, and chart placements when we have that data. If you enjoy "Poetas No Topo 3.2: Enredo", explore more songs by Raillow, Xamã, Luan LK, Choice, Leal, Síntese, Ghetto ZN, Lord ADL using the links below. Chart and trending pages on Lyrks highlight what listeners are searching for this week. For copyright or correction requests, see our DMCA and contact pages.

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