[Verso 1: Jhony MC]
\nNós corre atrás, ninguém vê
\nEsse é o Maurício, apresento a você
\nPorque talvez tu não vai conhecer
\nEsse faz rap muito antes de tu nascer
\nIsso é rap, neguin', não estou sozinho
\nNunca nos calamos
\nLembra os evento de rap que você cola?
\nNós que lotamos
\nQuantos eventos de rua?
\nQuantos pra julgar e num ajudar em nada?
\nQuantas vezes foi a sua vida que correu perigo voltando pra casa de madrugada?
\nQuantas roda tu já frequentou?
\nQuantos MC você já ajudou?
\nQuantos? Fala pra mim!
\nAgora é amigo depois que vingou?
\nMinha felicidade é a minha maior vingança
\nMinha melhor vingança
\nSeguem se enchendo de raiva, han
\nEu sigo enchendo a pança
\nCorrendo já não me alcança
\nMuito mais fácil que roubar doce de criança
\nNo freestyle eu sou profissional
\nTe mostramos o que pesa na balança
\nJhony MC, Detentos do Rap, Xamã
\nBaguá Records é Liga dos Campeões
\nPode guardar essa track
\nDe uma geração com outra geração pra gerar ações
\n
\n[Verso 2: Maurício DTS]
\nNão foi diferente, tio
\nDebaixo do braço, vinil
\nDebaixo da chuva
\nDebaixo da lona
\nDebaixo pra cima
\nPra mostrar a cara do Brasil
\nSem like na net, da oeste pra leste
\nVish, eu vi os moleques falando da rima
\nDas coisas da vida, na bola do zoi fazendo rap
\nEi, revoluciona, revoluciona
\nCê não funciona, da margem
\nDa menta pequena, que convulsiona
\nHoje a favela é ligth slim
\nLed no bagulho
\n10 milhão de smartphone, ninguém dorme no barulho
\nNovos tempos panoramas, paradigmas
\nNovas dizimas, ideias vazias são enigmas
\nCorre atrás do seu e faz o certo, sempre foi assim
\nO rap é problemático e complexo, é guerra sem fim
\nMas quem não é não me engana
\nDe bombeta ou de mic bacana
\nIdeologicamente na mente
\nQue mente, que sente um holograma
\nO verdadeiro não se curvará, jamais estará sozinho
\nFeche os olhos, abre o coração e faça seu caminho
\n
\n[Verso 3: MC Sid]
\nFazendo rap desde os 16
\nVivendo de rap tem dois anos
\nLutando por quem nunca lutou por mim
\nBotando verdade nos enganos
\nNoites sem dormir, dias sem comer, anos sem sorrir
\nTrampando igual filha da puta pros filha da puta não me fuder
\nTu não me alcança nem se tu correr
\nComo tu só fala, eu não me preocupo
\nEu não faço rap pra vender
\nVendo mermo porque faço muito
\nEnquanto tu dorme, eu trabalho
\nSempre que eu acrescento, você difama
\nPor isso que toda vez que eu acerto
\nTu é o primeiro que reclama
\nDiz que eu nasci com sorte
\nVirei porque tenho grana ou berço de ouro
\nNão viu meu corre, não viu o esforço
\nNão viu o choro, só viu o estouro
\nCantar ideologia não é fácil
\nO rap é o pior dos legado
\nPorque não dá dinheiro, só dá inimigo
\nE ameaça de morte dos deputado
\nE vocês dizendo que eu rimo porque quero fama, grana, like, status
\nRimo pros menor fazer poesia ao invés de fazer assalto
\nTu não sabe o que nós passou
\nTu não sabe as fita que eu passo
\nSe hoje nós sorriu pra foto, é porque nós chorou no anonimato
\nTu não sabe o que nós passou
\nTu não sabe as fita que eu passo
\nSe hoje nós sorriu pra foto, é porque nós chorou no anonimato
\n
\n[Verso 4: Xamã]
\nBoa noite, aqui é o Nighwolf
\nEu faço rimas e mato Adolf
\nSeu herói tá na mala do Golf
\nAnti-Heróis é West Coast
\nEu e Jhony, smoke zone
\nCorre, porra! Vem os homem
\nEnquadrados, inocentes
\nCheio de ódio, cheio de fome
\nO crime é o creme, rato ou homem
\nSpiderman ou tio Sonnen
\nCamarim, botequim
\nE quando eu sofro, todos somem
\nFruta podre, tolos comem
\nTodos comem, se envenenem
\nLone, so lone
\nFor me, Jhony, eu quero meu Grammy
\nRJ a bala come de drone
\nCidadão quer ir, todo mundo sabe o meu nome
\nE todo rapper tem um nickname
\nTive uma ideia: Big Bang
\nVou fazer um rap do Wu-Tang
\nBonde de Bangu tá Liu Kang
\nÉ Baguá, street, ui ui, it's the end
\nBoa noite, eu tô chamando o coach
\nWilliam Bonner não, Usain Bolt
\nMC, já trabalhei na South
\nFalta tempo, não me falta approach
\nFunk, Jack Daniels, favelado, gênio
\nShow lotado, pregos, hash, berry, kush, Hennessy, Hennessy\n\n