[Verso 1] Estou fechado a 7 chaves, mas ligado a 16 pads, vou fugindo do silêncio diz-me qual o preço pra me poupar os estragos E se o tempo nos leva pedaços, fala agora e não esperes mais. E se ela foi embora então estava na hora ainda não estavam prontos pra ser pais Uns perguntam “puto pra onde vais “? Tu respondes “pra onde me levarem” Não te queres perder num caminho sujo mas às vezes pensas em voltar Embora tu batas na parede e vás ficando preso nessa rede e se o ódio é um copo de água que te afoga a mágoa então mata essa sede que ainda te seca a garganta, que te cega e que não te permite ver o mundo para além das nuvens negras que pairam por cima deste beat Mas acima disto tudo ri-te porque aqui a estadia é curta, sei que é fodido te manteres de pé no meio de tanto filha da puta Contrabalança a felicidade, dando assim espaço à tristeza, só valorizarás a verdade depois de te porem os podres na mesa. disso tu podes ter a certeza, será que alguém ainda duvida? Falsos são soldados rasos artilhados uma torre de vigia [Refrão] Por trás da cortina há sempre alguém à escuta, segredos são neblina num dia de chuva [Verso 2] Fica atento ao que dizes porque às vezes por detrás de sorrisos existem esquemas e estratagemas que lhes fazem crescer os narizes Anseiam que o solo que pises se transforme em lava e que te queimes Putos metediços surgem sem avisos fazem filmes mas cortando frames Esta rua já não é segura, tornou-se fria e perdeu-se o espaço. Vejo tanta gente mas sinceramente não reconheço nenhuma face Não fui convidado pra este baile, sem máscara mas ninguém repara porque hoje em dia tornou-se difícil distinguir o disfarce da cara E por trás desta bela cortina alguém escuta e opina. Vejo muito galo nesta capoeira, tenta ser mais ave de rapina porque desabafos são como tesouras vão cortando laços que uniam pessoas Vão mudando frases e a forma que soas, a forma que cais e a maneira que sonhas Sem asas não voas num salto de fé, num barco sem proa contra uma maré, não me chames Lazy para ti sou André Puto mal disposto, vaza daqui Zé. Perdi o controlo no fim da canção,a garganta deu lugar ao coração e os pregos que usaram pra furar-me a mão serão os mesmos pregos do meu caixão
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