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Poetas no Topo 4 Lyrics by Jotapê, Cesar MC, Sain, DK47, LEALL, Don L, Ajuliacosta, Major RD, Raffa Moreira, Froid, Xamã

Poetas no Topo

2024

15766

[Letra de "Poetas no Topo 4"]
\n
\n[Parte I]
\n
\n[Intro: Jotapê]
\nDiretamente de Guarulhos, Jotapê (Ecologyk, perfect)
\nPoetas no Topo
\n
\n[Verso 1: Jotapê]
\nEm 2017, eu conheci o rap (Aê)
\nE ele tinha treze anos e alguns dreads (Yeah)
\nEra um anjo que se transforma em demônio se anoitece (Ah)
\nE se passaram meses, anos, e ele retornou com planos (Yeah), muitos sonhos, poucos manos e alguns cheques, aham
\nSe o diabo veste Prada, Prada não me veste
\nSe o diabo amassa o pão, eu passo maionese
\nSou amado dentro de casa, amargo fora de casa, eu sou a praga
\nEu vim com a alma de 2000 e rap, ei, eu me locomovo pelas mãos do povo (Uh)
\nQue gritam pro que eu digo e me dedicam votos, ahn, mas se as tartarugas saírem do esgoto
\nAs praças lotam e as fotos me deixam bonito
\nMas um sentimento esquisito invade meu corpo
\nEles me olham e eu ainda não me sinto visto
\nEles também amaram Cristo, só depois de morto
\nEu tive que reinventar minha motivação (Yeah)
\nFamílias sólidas não enfrentará solidão (Não)
\nSua melhor gestão se impressionaria com o que minha mãe teve que suportar em duas gestação
\nMeu ódio ferve, eu sou a plebe em ebulição
\nMeu ego ergue um arco-íris sem coloração (Yeah)
\nO que eu fiz nas batalha' foi sim graças à panela
\nPorque há vinte anos, eu vivo sob pressão
\nAhn, desculpa se essa não foi minha melhor letra
\nDessa vez, eu cedi a caneta pro João
\nAhn, eu abri mão da técnica
\nJá que o rapper mais lírico compete contra o coração
\nAhn, Raffa, eu também ouvi um "Para, irmão"
\nO rapper negro e guarulhense que cresceu com pouco
\nPor muito tempo, eu fui um profeta no chão
\nMas Deus prometeu que eu seria um poeta no topo
\n
\n[Verso 2: Cesar MC]
\nEntão bota a cara
\nTem trezentos e dezenove balas
\nEm cima da quebrada que 'tão prontas pra cantar
\nTrezentos e dezenove balas
\nEssa é minha gang e hoje tem bala demais pra tu me abalar
\nReparei bem você vindo lá
\nQuer me ver fora de área, mas seu gatilho hoje não vai mais me parar
\nPois tem trezentos e dezenove balas
\nCantando alto igual uma serenata
\nPra nunca ter que disparar (Okay)
\nRap no topo, né? Veja quantos troféus
\nVários irmãos cavando fé em meio ao fel
\nRimei em praças e era inimaginável
\nQue me levaria até a praça da Torre Eiffel
\nAinda assim, a nossa luta é tão cruel
\nNem tem disputa, nossa liga é bruta tipo NFL
\nIgual Carreto Loko, nem pensa que 'tá mel
\nRevolução romântica é La casa de papel
\nSou carta viva pra não ser palavras ao léu
\nPra não ser só carta vazia igual de Isabel
\nPensei que o topo era seguro, mas desabei
\nEsse topo 'tá mais confuso do que papel
\nQuatrocentos anos e uma trend que ainda faz réu
\nNa terra onde tem gente que ainda finge que não deu views
\nUm milhão de trends me ensinando como faz rap
\nMas minha trend vem do sopro tipo Bezalel
\nO vento sopra onde quer, não sei bem de onde vem, não sei bem pra onde vai
\nMas eu vou, mas eu vou
\nPois é suave, mas é frio e implacável (É quente)
\nBorrou a letra triste do poeta
\nMas se tratando de streamin', pra indústria não interessa
\nVim pôr alma no algoritmo e dar pane nessas métrica'
\nE eu não paro até que arranque uma lágrima da Alexa
\nChega a ser cômico, hilário e até ridículo
\nLogo no ano bissexto, papin' de volta do ano lírico
\nQuem é real nunca saiu daqui
\nA cena não precisa de um pretexto, precisa de um colírio
\nNão sou do contra não, não é bem isso (Yeah)
\nAté porque ser anti nem sempre é antídoto
\nNós focamo' tanto em ser Lil que os papo' de visão acabaram tão míope
\n
\n[Verso 3: Sain]
\nHa, meu rap conta o que eu vivo (Fala)
\nMinha vida é mais que um filme, é tipo um livro (Hã)
\nNa risca, eu sobrevivo, então não me dê motivos (Não, não)
\nDito isso, eu sigo meu caminho (Sigo atrás dos meus objetivos)
\nEu vou dar um pulo na J pra atualizar meu corte (Ha)
\nPorradão de ouro no pescoço, é pra dar sorte (Fé)
\nTropa 'tá avançando igual GS no pinote
\nEu parei na Pedro pra apertar aquela da forte
\nCom os de raça na ladeira onde tudo acontece (Então)
\nUísque no copo, que ameniza o estresse (Ha)
\nE eu 'tô confortável, cidade anoitece
\nMais atividade, que a vida né um teste
\nNada é o que parece
\nFoco no trabalho, mano, segue o plano (Segue o plano)
\nFaz essas nota' girar, nós não tamo brincando (Nunca)
\nUm trago no balão e um gole pro santo (Ha)
\nMinha mina na garupa e nós acelerando
\nSabe quem 'tá no comando
\nFaz esses bucha' chorar, nós não tamo brincando
\nÉ que Deus dá farinha, o diabo rasga o saco (E aí?), mas daqui nós segue trabalhando (Fé)
\n
\n[Verso 4: DK47]
\nEles falaram pra eu me pôr no meu lugar (No meu lugar)
\nPor isso que há dez ano', eu 'tô aqui (Eu 'tô aqui)
\nÉ a volta do ano lírico em noite de apocalipse, quem não tiver caneta, então não vai subir
\nTentaram me matar, mas eu sobrevivi
\nAgora é tanta merda que eu tenho que ouvir
\nQue eu 'tô ultrapassado, flow quadrado, que eu não sou o control, C e control, V lá do Central Cee
\nAgradeço o hip-hop, pois eu conheci
\nUm movimento na favela que mudou minha história
\nPor isso, nós é Edi Rock, nós né Ed Motta
\nTamo libertando a mente desses ed-iota'
\nA favela ainda chora e ninguém se importa
\nFoda-se quem abre as perna' pra casa de aposta
\nVi minha família de novo no morro fazendo vaquinha porque meu tio viciado em jogo 'tá devendo mais um agiota
\nAs ruas pergunta: "Só mais uma, Jota?"
\nOs político' vê nós como mais uma nota
\nEcologyk vai soltar a valsa da meia-noite, eu vou fazer as carruagem virar abóbora
\nEu 'tô na trincheira, então mãos à obra
\nEu não sou uma estrela, eu sou um meiota
\nNão vou ser mais outro branco usando a música preta pra encher o cu de verde e comer buceta rosa
\nOdeio a direita e é pouca prosa
\nVocês trata racista como fosse herói
\nMas a esquerda-caviar chei' de playboy da Zona Sul, não adianta que vocês não representa nós
\nNão me diga mentirinhas, mentirinha dói
\nComo vocês acreditam no papo do Nicolas?
\nA menina estuprada deixa o filho no orfanato, só que a vida não é novela igual da Chiquititas
\nRap só pra baixinho e eu não sou paquita
\nA língua de vocês, eu corto na Makita
\nOs crente' têm que parar de ver novela da Record porque agora vocês acham que são israelita'
\nVocês 'tão precisando estudar mais a Bíblia, não esquece que 'cês mora tudo no Brasil
\nSai um pouco da internet, que internet é do diabo e vocês fica espalhando várias fake news
\nEu sei que um dia eu vou pagar por todos meus pecados, se é hoje ou amanhã, pra mim tanto faz
\nA maioria do' meus erro' nunca foram por maldade, o meu erro às vezes foi querer ser bom demais
\nVou parar por aqui, que tem outros poetas, esse ano ainda tem disco e lá, tu ouve mais
\nEu falo tanta merda porque eu vejo tanta merda, por isso não 'tô na merda do topo do Spotify
\n
\n[Verso 5: LEALL]
\nSe é sobre quem pode ganhar mais dinheiro
\nMais respeito pelo bairro, mais mulher, o Nike Air do mais bolado (Hã)
\nQuem que domina o quadrado? (Hã)
\nRespeita pra ser respeitado
\nEu 'tô fumando um gelo com o vidro abaixado
\nIsso é sobre sair do zero e deixar meu legado
\nSem papo forçado, o mais versátil do cenário
\nA cada disco, um novo marco (Okay, okay)
\nEu só lamento pra quem dispiou do barco, ela sabe, é o Braddock, hã (Chi, LEALL, LEALL)
\nDesde os dezoito, homem da casa
\nAcho que eu precisava criar essa casca (Pá, tum-tum)
\nReação de quem nunca teve nada
\nÉ sempre querer mais um pouco e num sopro essa vida passa
\nPenso em toda a criançada
\nQue cresce sempre sendo destratada (Ahn)
\nA guerra do Estado é contra minha raça (Tum-tum-tum)
\nTodos esculpido' a machado vão entender do que eu falo, a violência deixa marca
\nE quem esse otário pensa que é pra contestar toda minha caminhada? (Toda minha caminhada)
\nFiquei rico com a minha verdade, onde eles 'tava no tempo da baixa? (Onde?)
\nEmpresário escravocrata, com o tempo eu entendi que eles querem que tu se cala (Grrt)
\nNasci com o poder da palavra
\nEssa é minha cruz, essa é minha saga, ai
\n
\n[Verso 6: Don L]
\nUm brinde do melhor drinque pra um dos mais foda' (Ah)
\nRua e requinte atua, escola
\nA pura malandragem, né, de onde eu vim
\nSabe que os gringo' vêm comprar de mim, 'cê importa
\nE que importa?
\nMinha história também te marcou
\nVidas caro, vapor no meu flow, no meu corpo
\nA marca de roupa mais louca
\nE as rimas tatuadas na pele das mais poucas
\nMuitas, oh mano, que passagem
\nTem sido um voo doido, se eu te falar o quanto que girou, vi girar
\nVagabundo me subestimou (Vixe)
\nOnde 'tá? Pra onde foi nesse mundo de robôs?
\nAI nunca vai poder fazer o que eu faço
\nO que desajustou minha mente é o que desequilibrou
\nCombustível desabilitou a concorrência, inflamável, intenso
\nSem tempo pra Invejagram, Face-tio-do-Zap
\nEssas neonazi' X, todas big techs
\nTikTek roubando seu tic-tac no Rolex, ouro, ao menos me segue
\nDon L, unfollow todos
\n
\n[Parte II]
\n
\n[Intro]
\n(Ecologyk, perfect)
\n
\n[Verso 1: Don L]
\nÉ verdade que eu 'tô vivendo bem ('Tô vivendo bem)
\nEsse otário mama bilionário e me xinga de comunista (Não 'tá batendo bem, risos)
\nNão deve 'tar batendo bem, sinal que meu som 'tá batendo bem (Bem, bem)
\nEm toda quebrada, meus cria' 'tão rindo disso ('Tão rindo disso)
\nTem dias que eu também fico desiludido (Vixe, fudido, dá um drinque)
\nUma dose de cachaça mais cara que uísque
\nMeu chapa, eu sei o que significa
\nNa garrafa, escrito (Desde 1600 e—)
\nPerdi muito amigo no crime, eu não prego isca
\nMas te vi na esquina, tu sabe qual é o instinto
\nDe rolê no Rio com meus bons bandidos
\nEu sou Zapata, mas também sou Pancho Villa
\nMalandro demais, todos sabem, vira bicho
\nE nenhum dos nossos gosta de police
\nÉ real que meu hedonismo tem muita melancolia
\nElas curte isso porque eu fodo como se fosse o último dia
\nEu curto essa mina e sei que ela me curte (Don L, 'cê é foda)
\nPrefere eu de Caro Vapor que um otário de Gucci (Compra meu bagulho)
\nEsses rapper odeia mulher, parece meio red-pill
\nSem o sauce, as mina' te engole de Kill Bill
\nNo meio duma ruma de macho, diz: "E aí, fio?"
\n'Cês só nome de marca, nome de marca (Nome de marca)
\nTodo mundo sabe que o melhor tempero é Nordeste side
\nPega o molho no Spotify, não fode minha vibe
\nDe rolê no Rio com meus bons bandidos
\nEu sou Zapata, mas também sou Pancho Villa
\nMalandro demais, todos sabem, vira bicho
\nE nenhum dos nossos gosta de police (Perfect)
\n
\n[Verso 2: Ajuliacosta & Major RD]
\nUh, ei (Aju)
\nPra ouvido doente, Ajulia é remédio
\nAlgoritmo do trap é chato, se eu escuto essa merda, eu fico no tédio (Ugh)
\nE eles 'tão querendo saber como lucra e ganha o rap feminino
\nO que eles fazem, nós faz ao contrário e assim separamos rappers de meninos (Aham, ei)
\nOkay, assim separamo' as mulheres dos brokes
\nAgora ela conhece Ajulia, não vai cair nesse seu papo de novo
\nFormando mulheres espertas que sabem como movimentar esse jogo (Ahn)
\nNão gostou? Sinto muito, mas olha pra mim, bebê, eu sou o novo (Ei)
\nEu vi 'cê rimar de pautas raciais, mas 'cês nunca incluíam mulheres (Ahn)
\nEu vi 'cê rimar que era quebrada e tal, mas 'cês nunca incluíam mulheres (Não)
\nEu vi 'cê rimar que era pretos no topo, mas nunca incluíam mulheres (Não)
\nSe hip-hop é sobre igualdade, essa porra que você fez nunca foi rap
\nEi, eu tô falando como ser fodona, ser leal em tudo que acredito, ganhar meu dinheiro, investir na quebrada
\nOkay, entrar no fone dessa mina abalada
\nMudar sua perspectiva, eu vou botar ordem se eu entrar na casa (Ei)
\nAjuliacosta é pura lírica, de fato, o que o hip-hop esperava (Aju)
\nNa rima, Ajulia não brinca, de fato, o que o rap pede e precisava (Aju, ei)
\nContratantes sem senso, público de Enzo no berço da miséria
\nEu nasci brasileiro, no véu da ilusão, eu não me submeteria
\nDe fato, eu sou a rapper que um OG se orgulharia (Ahn)
\nContratantes sem senso (Ahn, ahn, ahn), público de Enzo no berço da miséria (Ei)
\nEu nasci brasileiro, no véu da ilusão, eu não me submeteria
\nDe fato, eu sou a rapper que um OG se orgulharia (Aham)
\nPra ouvido doente, Ajulia é remédio (Aju)
\nAhn, pra ouvido doente, Ajulia é remédio (Rock Danger)
\n
\n[Verso 3: Major RD]
\nO ano era 2014, a gente fazia freestyle com fome
\nRoda de rima que era pra ter o respeito da rua
\nE agora 'tá meio sem rumo e perdendo o sentido, papéis invertido'
\nMano, a roupa 'tá boa, porém essas rimas suas são tão crua'
\nE o camarim tem pizza se eu bater meu pé no show (Oh)
\nDeixa a chave Pix que eu te ajudo a comprar flow
\nMano, é fictício a fama do Rock 'n' Roll
\nSem Deus é difícil (Amém)
\nNão me leve bem material, preenche o que eu nunca tive (Yeah, nunca tive)
\nMas quem quis me atender quando eu soquei o espelho em crise? ('Tava em crise)
\nTraz minha filha aqui, ahn, meu iPhone 15 (Ei)
\nVai ver que um descarrega merda e somente um sobrevive (Ha-ha-ha)
\nAhn, por isso, eu não posso parar, a vida real é lá fora e me espera (Yeah, hã)
\nDuas gota' de calmante muda o semblante (Ei, ei), ri pra filmagem e já era
\nMuda essa roupa, Rodrigo, ninguém aqui quer saber de problema (Grrah, grrt, grrt)
\nNão foi você que falou que sabia fazer o melhor show da cena?
\n'Tá, então vamo' lá (Ei) porque agora vou dizer uma parada que você nunca irá me confessar (É)
\nEu já livrei muito você dessa depressão, mas ainda me pergunto quem daqui vai me tirar
\nOu se vão parar de me atirar, concorrente sem respirar
\nQuando rondo rindo, pensamento é lindo, fim 'tá perto, eu não sei disfarçar (Grrt)
\nO erro do trap foi ter cancelado o ano lírico e 'tá genérico
\nGrande mestre se afastou (Grrah), também não julgo, pô, já saturou
\nAltos artista', pequeno prêmio, Major, o OVNI do milênio
\nA lâmpada ainda desconfortável (Gênio) se tu ouvir a visão do gênio (Topo)
\nMe arrume inimigo novo, os antigo' cansei, já ficaram tilt
\nNão me amedronta e não me confronta e perdem muito tempo em Twitter
\nBato igual Popó, chuto igual Cro Cop, ela tatua meu urso no corpo
\nLembra da gente fazendo vaquinha e hoje nós lucra com a venda do potro
\nVer o Xamã ocupando a TV me deixa alegre
\nMV Bill, Little Hair, MD ocupando a TV me deixa alegre
\nPreto no topo e como que eu, ah-ha, tô bem mais leve
\nA paciência da tartaruga é mais eficaz que a velo' da lebre (Ei, ei, grrah), ha-ha-ha
\n
\n[Verso 4: Xamã & Major RD]
\nSonhava que o Jack tinha um Volvo (Novo)
\nJá 'tava calvo (Ahn), bala no alvo
\nRacks on racks, morri e nasci, cinema de novo (Skrrt)
\nDiz pra tua mãe que eu fiz um rap, hã, rock (Hã)
\nDe unha pintada, coçando meu ovo
\nJack, conta pra tua mãe que eu fiz novela, 'leque (Grrt)
\nMorri e nasci, ahn, poeta de novo
\nIndígena, Black Panther, se liga na ref'
\nPoetas do tipo ressurreição do boom bap (Grrt)
\nLouco, devolva os meus raps
\nTentando convencer o RD a sair do mercado (Danger)
\nAh, tentando convencer o Ícaro a ter um emprego novo, lobo
\nFalou que ele é amigo dum tal de Paulo, ah, que vendia prensado, ahn
\nPassou na Record esses dia', foi solto, empresário sem laudo, ahn
\nE disse: "O meu sócio é um judeu broncudo, um tal de Malak"
\nAh, só vou se tiver a Colômbia e X-tudo, pataxó 'tá rimando de hack (Pá)
\nDiz pra ele que eu também sou bancudo, que Night Wolf é meu vulgo
\nNasci poema, vou morrer cinema, sou disposição, puro suco
\nInferno astral, 'tô escrevendo isso no surto (Ahn)
\nSou marginal, à margem do seu conteúdo
\nQuando eu fui escrevendo essa porra, fui percebendo que o tempo passava, minha caneta 'tava envelhecendo
\nReivindicava, intensificava, pipa de cerol desbicava, terror do Super Nintendo
\nBeck e Bic, Dick Vigarista viaja, olha o bote da naja
\nSpeedfreaks, Netflix lá em casa
\nSid Vicious, Sex Pistols, sexta eu fiz show
\nQuatrocentos e quarenta e quatro mil flows
\nQuatrocentos e quarenta e quatro mil, porra, nem a CIA me acha
\nNa voz é o pai da Akasha, Pandora's Haze, Froid, eu também sou Alasca
\nXamã, o senhor Nevasca, é tiro, madame, abaixa
\nO que que 'cê quer de mim, porra? O que que 'cê acha? Não pisa fora da, pu-pu-pu-pu-pu-pu
\nAh, muita grana no bolso, flor e cinema na mente
\nAh, Ramonzin', cane corso, uh, tropa do índião quente
\nAh, muito po— ah, outro po— ah, outro poeta no topo
\nSó tapinha nessa bunda de coco, calma, licença poética, gente
\n'Tô zoando (Poetas no Topo, ah-hahaha)
\nUm escorpiano torto, um poema no bolso
\nQuarenta e quatro mil rima' na mente, Iemanjá gang
\n
\n[Verso 5: Raffa Moreira & Froid]
\nEu 'tô no Rio, 'tô na sua área, quero minha cota (Quero minha cota)
\nCarne 'tá assando, mas não tem beef, 'tô com a minha tropa (Yeah, yeah)
\nTrap real 'tá aqui (Raffa)
\nDinheiro nós tem sim, quero ver quem 'tá contra (Quero ver quem 'tá contra)
\nQuem 'tá contra não fode
\nPraticamente, eu sou um dos primeiro' Pineapple Star
\nDepois de mim, veio o Choice e alguns manos lá da batalha
\nRap 'tá vivendo um momento único
\nNegos brigando pra ver quem é o próximo
\nGravadoras adiantando pagamento (Afe)
\nFecho com a Sony, a Universal (Yah)
\nJá sabe meu nome, eu tenho contatos (Yah)
\nPra eu chegar onde ninguém chegou (Ei), eu vou fazer o esforço que ninguém mais faz
\nSou da quebrada, sou um cara sagaz (Yah)
\nQuem gosta gosta, não gosta? 'Tá paz (Yah)
\nEu 'tô no jogo porque eu sou real (Ei)
\n'Tô com o Jotapê e o Don L
\nO time apela, nós não perde
\nVim de Guarulhos, eu sou 7
\nEquilibrado, eu sou Town & Country, tem o lado bom e o lado mau
\nEu 'tô no Rio, 'tô na sua área, quero minha cota (Quero minha cota)
\nPoetas no topo, eu 'tô aqui de novo, os falador' 'tá foda
\n
\n[Verso 6: Froid]
\nNunca tinha tido um MC (Yeah), então não fica triste quando for embora (Tchau)
\nSeu amigo parece o P. Diddy, você foi na festa, só que ignora (Tchau)
\nMolecadinha sufocando o rap, até hoje em dia 'cês 'tão dando corda (Yeah)
\nMinha Glock é da xenofobia, mata alemão, ela é poliglota (Prr)
\n
\n[Ponte: Raffa Moreira & Froid]
\nEu 'tô no Rio, 'tô na sua área, quero minha cota (Quero minha cota)
\nPoetas no Topo, eu 'tô aqui de novo, os falador' 'tá foda (Yeah)
\n
\n[Parte III]
\n
\n[Verso: Froid]
\nAinda bem que eu te encontrei, me encontra no dia do pagamento
\nTransfiro o dinheiro pra mim mesmo, você é um trouxa, te dibrei
\nExperimenta outro timbre, a liga do rap é igual futebol
\nDinheiro te troca de time (Ei), mas sou preferido, é oficial
\nDe fato, esses manos fuderam com a indústria e o rap 'tá pornô (Pornô)
\nSei que tem carro envolvido com casa e piscina, mas olho no acordo (Oh, oh)
\nEu perdoo você que não acordou, esse tempo todo no topo (Oh)
\nMeus adversários 'tão comprando views pra dizer que meu trampo que flopou (Ei, uh)
\nHã, sempre deixo um bem na cara do gol (Gol)
\nEu peguei Uber e horas de voo (Voo)
\nE o baile lotado de bala e de doce (Ho)
\nNós é disposto (Yeah)
\nBem antes do topo (Ha)
\nSeu mano querendo a receita do bolo
\nLevanta a cabeça, vão rir do seu choro (Yeah, yeah)
\nLanço um clássico, black helicopters
\nPulo direto pro top dez (Yeah, yeah)
\nTiro a doença do seu cérebro
\nOmega 3, Top Therm (Oh, oh)
\nEla não quer saber o que acontece (Não)
\nQuer liberdade igual topless (Yeah)
\nPraia vazia e uns coquetéis (Yeah, yeah)
\nViver na sacada dos hotéis, y'all\n\n

About “Poetas no Topo 4” by Jotapê

Read the complete lyrics to "Poetas no Topo 4" by Jotapê, Cesar MC, Sain, DK47, LEALL, Don L, Ajuliacosta, Major RD, Raffa Moreira, Froid, Xamã from the album "Poetas no Topo" in 2024. On Lyrks you can follow along with the full text, explore the artist's discography, and discover related songs. The track is often categorized under Em Português, Brasil, Rap. It has been viewed over 15,766 times on Lyrks.

"Poetas no Topo 4" is performed by Jotapê, Cesar MC, Sain, DK47, LEALL, Don L, Ajuliacosta, Major RD, Raffa Moreira, Froid, Xamã. from the album "Poetas no Topo" in 2024 This page provides the full lyric text for fans who want to sing along, study the songwriting, or compare versions across releases. Lyrks organizes lyrics by artist and song slug so you can bookmark and share a stable URL. Music lyrics help listeners connect with emotion, narrative, and rhythm in a track. Whether you are learning English, researching a favorite chorus, or preparing for karaoke, having accurate line breaks and section labels (verse, chorus, bridge) makes the experience easier. We link to the official artist profile on Lyrks where available, including biography snippets, top songs, and chart placements when we have that data. If you enjoy "Poetas no Topo 4", explore more songs by Jotapê, Cesar MC, Sain, DK47, LEALL, Don L, Ajuliacosta, Major RD, Raffa Moreira, Froid, Xamã using the links below. Chart and trending pages on Lyrks highlight what listeners are searching for this week. For copyright or correction requests, see our DMCA and contact pages.

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