[Intro] :
Eu quero usar esse próximo momento...
Pra desabafar
[SAMPLE] :
"Nossas atitudes, nossa propensa importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo é posto em dúvida, por esse ponto de luz pardo. O nosso planeta, é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica que nos envolve, em nossa obscuridade, em meio a toda essa imensidão, não há nenhum indício, de que de algum outro modo, virá algum socorro que nos salve de nós mesmos. A Terra é até agora o único mundo conhecido que abriga a vida, não há nenhum outro lugar, ao menos em um futuro próximo, para onde nossa espécie possa migrar. Visitar sim, habitar ainda não. Goste-se ou não, no momento, a Terra é o nosso posto..."
[Verso 1] :
A vida não é uma experiência mas fizeram dela um experimento
Difícil me acusar se não sabe a verdadeira origem desse segmento
Já diziam uns que a culpa é do destino mas acredito no retorno
Em torno da sua conduta a causa é sempre a desculpa de quem usa e abusa acreditando no suborno
Por favor escuta, minha angústia surta
De ver os nove ciclos do meu lar se transformar em mística
Planeta fantástico, transformou Limbo e sua gerência em estatística
[Verso 2] :
Saber de onde viestes não é melhor que pra onde vais
O que é verdade pro universo corresponde aos seus sinais
Eu te absolvo de ser infame considerando-se o peso do seu nome e da sua penitência
Só não me envolva em financiar essa estranha forma barata de inteligência, enquanto a audiência
Aplaude desde os seus primórdios tudo que possa vir a enlouquecer ou enriquecer a eloquência, na malevolência
De retratos falados, consumados pelo ego eterno que não se satisfaz no seu decreto conturbado e incerto
A antimatéria importa nesse deserto do que eu dito o que é perto ou o que é certo
Não venha entabular, com esse linguajar
Eu já vivi bem muito mais do que a sua distante consciência possa imaginar
Endosso meu esforço em não se preocupar em meu compêndio averiguar
Então tente contrabandear esse meu axioma que flexiona à tona do que se pode enfim exumar
Nessa monodia é o que me motiva pra falar
[Verso 3] :
Que a Ordem e o Progresso hoje é um recesso discutido e vandalizado sobre forma de processo
A responsabilidade só representa algo quando não se experimenta todo o sucesso
É difícil e eu não confesso o preço do teorema
Um brinde a todos que não se ofuscam pelo seu dilema
Contando os dias da minha vida vi que nunca teve fim
Muito prazer, não me revelo mas vou cantando e impostando assim
Despertando a mesma mensagem que MENE, TEQUEL e PARSIM
O estreito caminho que nos leva a glória
Dádiva de quem se confiar na memória
E eu vejo a situação tão inusitada onde seu lado representa o quão frustrada é sua opinião manipulada pelo estado
O resultado se foi por resultados
Enquanto outros buscam trocados, a mão dos céus vem avisar
Lá no banquete de Belsazar que LIMBO vai encantar por onde essa canção passar
Para averiguar a sua sociedade saturada
O produto dessa reação é uma forma amassada
Todos pesados e separados em balanças, o direito de falar é visto como uma esperança
Catalogados pelo medo e organizados por cobranças
Vai sobrando apenas essa trágica aliança
O escárnio desse reino ou um meio-ciclo sem o meio?
A liderança sendo dividida em um manuseio alheio
Fraudulentamente tentam se valer pelo dinheiro
Já se perguntou se na sua vida você é o escravo ou o engenheiro?
Essa é a criação do mundo, que a dor da divisão é como nada e o gozo da dissolução é tudo
Em meio a lama, eles vilões, porcos de terno cuspidos e travestidos de leões
Mal sabem eles que aqui cantam por suas prisões, só esqueçam as algemas e joguem as chaves dos portõescv5
A violência? Poderia manipular a sua própria existência?
A influência dos que querem gerencia o que não podem
Mas porquê a imprudência dos que pagam causa indulgência nos que sofrem?