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Monólogo Lyrics by Sérgio Ricardo

Deus e o Diabo na Terra do Sol

1964

- Aquela paz a gente só encontra na morte, no céu cercado de anjo
- Me escuta, Cristino, quem morre acaba. Foi Antonio mesmo que mandou lhe dizer que a sua cabeça ia rolar no chão
- Meu "padin" Padre Cícero fechou tudo isso aqui. Espero Antônio das Morte, quero me topá com ele de homem pra homem, de Deus pra Diabo. É o Capitão Corisco enfrantado o Dragão da riqueza. Se eu morrer nasce outro que nunca pode morrer, São Jorge, santo do povo
- Eu morro pelo senhô capitão. É tudo a mesma coisa, Sebastião e Virgulino...
- Quer saber de uma coisa, aquele beato não valia nada
- Não blasfema, meu capitão, não blasfema!
- Meu padin era maior que o seu Lampião
- Não mistura Sebastião com Virgulino, não mistura senão eu lhe mato
- Se o senho tem algo maior a dizer pode contar que não tenho medo
- A gente saiu derrotado do raso da catarina, eu trazia Virgulino nas costa. Ezequiel, Lili, Antônio, seus irmãos morreram, Virgulino, de sua raça só tem você vivo
- Os menino tão sozinho com a alma penando, quebrei tudo e não nasceu nada
- Nem vai nascer, depois de matar a gente se mata. A paz só existe na morte. Duvido de morte, Cristino, duvido de morte, Cristino. Aí cortamo o dia e a noite, quando de longe apareceu Sebastião, sozinho e com fome, tinha deixado os pai no Ceará e fazia a mesma penitência de nosso senhor Jesus Cristo. Meteu a mão na frente e foi dá socorro à Lampião, cuidava da ferida e mandou Virgulino deixá o cangaço pra não morrer. Virgulino não teve medo e invocou o padinho padre cicero. SAbe o que Sebastião respondeu? Que padinho cicero é inimigo de Deus, que Deus era ele e ai quis tirar as arma de Lampião e botá uma cruz no lugar. Te arrespeita santo safado. Lampião bateu, cuspiu, chutou a cara dele. Homem nessa terra só tem validade quando pega nas armas pra mudar o destino. Não é com rosário não, satanás, é no rifle, no punhal. Tenho medo de viver sonhando com a luz de bala que joguei em cima do ponto ruim, tenho medo do inferno e das alma penada que cortei com meu punhal, tenho medo de ficar triste e sozinho com meu gado berrando pro sol. Tenho medo, Cristino, tenho medo da escuridão da morte

About “Monólogo” by Sérgio Ricardo

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"Monólogo" is performed by Sérgio Ricardo. from the album "Deus e o Diabo na Terra do Sol" in 1964 This page provides the full lyric text for fans who want to sing along, study the songwriting, or compare versions across releases. Lyrks organizes lyrics by artist and song slug so you can bookmark and share a stable URL. Music lyrics help listeners connect with emotion, narrative, and rhythm in a track. Whether you are learning English, researching a favorite chorus, or preparing for karaoke, having accurate line breaks and section labels (verse, chorus, bridge) makes the experience easier. We link to the official artist profile on Lyrks where available, including biography snippets, top songs, and chart placements when we have that data. If you enjoy "Monólogo", explore more songs by Sérgio Ricardo using the links below. Chart and trending pages on Lyrks highlight what listeners are searching for this week. For copyright or correction requests, see our DMCA and contact pages.

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