[Estrada Escondida] Filhos do Ocidente Lyrics by Uno Consultório
O CAMINHO MAIS DIFÍCIL
2019
[Letra de "Filhos Do Ocidente"] [Verso 1: Pabra] Filhos do Ocidente Fujam da guerra e entrem neste ventre No barco Cheguem à minha terra e façam um parto Tragam até à Tradição antiga que será a nova geração Os filhos que terão de ter cuidado com a perdição: Não sigam os nossos trilhos que foram trilhados com maldade Se não Serás castigado por nunca vires a conhecer a verdade Serás um aleijado Vais ajudar alguém a fracassar Serás um fracassado Um fraco Antes da última hora Nunca fiques cansado Se não serás adorado pelo diabo Ficarás solitário e isolado A ler e a escutar o velho recitado Nunca mais encontrarás mas facilmente serás encontrado Espíritos negativos Activos Comigo em ambientes cativos Espíritos negativos! [Verso 2: Babba] E o meu corpo oxida E eu sou o maior responsável porque eu respiro e digo: "eu sou o maior suicida" Atmosfera maldita Caga bem para o que sabes, a sociedade já te hipnotiza Ninguém nasceu cá para ficar E se dizem o contrário é porque não sabem O que é que se passa do outro lado do aquário Tudo é precário Caga no que pensas, isso é merda Quando eu morrer eu não quero um funeral Eu quero um festival Um ritual astral Um sinal local Ama-me e se me odiares não faz mal Caminhamos juntos até ao portal final Eu vivi a minha vida a caminho da luz Entre a matéria, a sombra e a cruz Sobrepus o capuz à cabeça, cabeça à existência No lugar onde eu penso Que tem oferendas e ofensas a mim mesmo No berço Antes que morresse Antes da chegada do frio Antes de achar o vazo vazio Antes do homem da barca decidir partir para o grande rio Ciclo é meu Fechado pelo auto-proclamado: Baba Sapo! Longa vida ao seu reinado! [Verso 3: Tilt] Caminho quando 'tou deitado tipo que é projecção astral E penetro as entranhas das montanhas do Nepal A vida nada vale se não caminhar no vale anímico Pressão mais animal é como epidural para o espírito Não sei do que falo. "Ele é tão estúpido como é crítico É tão lúdico quando é cínico" (yaya) -Normal, pacífico Buraco onde tu te aninhas e ninguém reza, é pressure Só Zézé Camarinhas: aqui peleja, é pleasure Não te mancas? Vim da construção feita pela vibração de mantras para acabar na posição do esqueleto de Beja Ódio e inveja misturados na água benta Até o papa tenta vir agarrado à placenta Se é assim que benzes podes tentar vinte vezes Mães saltam de mesas, chocam fetos de cinco meses Filhos do ocidente que têm filhos por acidente Eis o karma, momento mais silente até alarma Atravesso o deserto sem mantimentos ou qualquer arma Sem canhões ou angala ’Sa foda o teu cimo tipo quando eu rimo Aproximo-me aos portões de Shambala Verdadeiro padrão é Mandala Vi com os meus próprios olhos, de olhos fechados sentado na sala Ouvi a voz que fala quando a mente se cala Silêncio é discurso ignorado pela gente de pala Também nasci entre o som estridente De bala, numa diferente vala Mas se amor é dirigente isso é lhe indiferente, Halla [Verso 4: Uno] Oriento-me de Dharma Com o reflexo parado e eu cansado no cimento e na tomada de poder Sou um guerreiro que só reage E hoje vai ter de ser Então meditar para quê? O chão tem almofada No caminho de mão vazia antes de estar aqui calmo a fumá-la E a rastejar quando faço bosta Chamam meditação Na vossa terra sinto essa infiltração Se me acalmo fanam-me, se me passo olham Quando eu me puder distrair sem ser bode espiatório, bora Venham Não 'tou farto de ninguém 'Tou orientado para o treino Todos por um, ou um e meio A imperfeição é o quê? Separaste-te porque convém Então se ’tás na tuga, vem Fazemos o negócio aqui Inventamos o curativo para a espécie que infectaste Com medo dos segredos de toda a gente A apostar o teu filho quando o trabalho tira-te tempo Este lugar para mim é passageiro, está lotado Parto no barco, e o barco parte 'Sa foda toda a gente Que se afogue toda a gente Esta foda é tântrica, não há de gerar semente O ocidente desveda Inovar é tradição se a tradição deu em merda E isso é traição Filho único infértil e nunca lhe faltou paixão
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