[Letra de "Entre Linhas" ft. TuboyBeats]
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\n[Verso]
\nDesde 2016, trazendo para vocês
\nO que o sistema faz e fez e fará de novo
\nPapaMike, por vocês, tá sangrando outra vez
\nPode mandar mais uns três processos que eu resolvo
\nChamava de burguês aquele ex-soldado
\nExcluído por não ter cuidado com o que mostrava pro povo
\nA cada dia, também tô perdendo o cuidado
\nNão mando recado, tenho observado a massa que eu movo
\nResolvo sair do leito e fazer direito
\nNo meu peito, a chama queima, faço crema com o sujeito
\nQue eu era, nova еra, renascido, Cristo aceito
\nRejеito falsas quimeras, de direita, eu te deito
\nDe esquerda, é só o efeito da ponta do iceberg
\nFinto de um jeito com a prática da teoria
\nAntes diz: "É fantasia", depois diz: "Tenho respeito"
\nCaiu na armadilha, saiu na mão com a confraria
\nSeu filho e sua filha se tornaram usuários
\nDe uma filosofia de tira que tira de situações
\nDe 'tar na Dutra, ladeira, sendo um presidiário
\nMas ser maior que Dutra e presidir essa nação
\nMeus sons de motivações não cessaram
\nEu vou juntar cifrões pra bancar minha aposentadoria
\nSonho em pegar a estrada e ter no bolso uns trocados
\nViver sossegado no condado e abrir uma academia
\nO tira que me tira, fala: "Isso é fugir do fronte"
\nQuantos tiras tiraram a própria vida? Atira bem na fonte
\nSequelas ninguém tira dos infantes
\nPra no fim do mês, se virar pra arcar com querelantes
\nMe afundei na lama e não achei diamantes
\nMeditei, Dalai Lama, busquei obter calmantes
\nNada encontrei, me transformei em mutante
\nObservei e me estraguei, foi tão nocivo ser infante
\nMilitante critica o que descrevo nessas linhas
\nMeu acervo é infinito, fruto que o transtorno traz
\nInfelizmente, enxergo vultos nessas entrelinhas
\nVou no culto, tô de luto, de tumulto, quero paz
\nUma cena de crime que parece só mais uma
\nPra mim não é, como é que a gente se acostuma?
\nTem certeza que eu sentia algo? Porra nenhuma
\nNão é normal essa frieza sem ter empatia alguma
\nEntendo perfeitamente por que o cabo fuma
\nQuer dar cabo da própria vida, porém quer lentamente
\nCada hábito nocivo que a gente arruma
\nAssuma que não aceita essa sobrevida decadente
\nTem gente que fala que trabalha por amor
\nSentimento não coloca comida no prato
\nTire o cifrão da equação e peça ao defensor
\nQue aceite seu amor pros honorários, tente esse trato
\nÉ fato, a mão que te alimenta usa cinta
\nCara, não minta e não sinta receio de pensar
\nA política é como a finta daquele ponta-esquerda
\nQue faz a mesma jogada, mesmo assim vai te driblar
\nO dia que eu sair do anonimato
\nÉ por ter comprado a minha carta de alforria
\nA mesa estará farta, então parta pro contato
\nNa Termópilas, eu sou Esparta; na espada, maestria
\nEstou rondando essa gente por tempo demais
\nE vi qual é o modus operandi que o inimigo faz
\nEle te oferece mais prestígio e carinho no ego
\nO homem fica cego pro litígio e se afunda no cais
\nE mais, tô devorando tantos livros
\nPreparando meus arquivos para a hora certa
\nSe me calarem antes disso, já deixei meus avisos
\nCom os amigos que estão vivos e com a visão alerta
\nMinha descoberta de vários assuntos
\nCoisa que pergunto em conjunto com a confraria S.A.
\nAntes de 'tar na terra de pé junto, explorarei assuntos
\nVão desconfiar: "Esse PapaMike é IA"
\nTudo isso foi planejado, códigos encriptados
\nSe acha que escrevi errado, foi deixado um esquema
\nQue, com o tempo planejado, será descodificado
\nSei que tá desconfiado: "Esse cara tem problemas"
\nEu tenho mesmo, minha cena é sobrenatural
\nAcho que burlei o psíquico fingindo ser normal
\nOu arrumei essas mazelas vendo corpos na favela
\nVendo corpos na viela, vendo corpos no quintal
\nO mundo real, que sempre tá em guerra
\nEntão vê se me erra, não espera eu virar um animal
\nAntes de ser polícia, minha malícia no improviso era
\nDevorador de MCs, PapaMike canibal
\nNa moral, hoje o que eu faço é combater o mal
\nNas entrelinhas, deixo avisos subliminares
\nSe ouvir as rimas minhas ao contrário no digital
\nPrecisará de um dicionário para decifrares
\nArtistas vendem a alma pro Diabo por sucesso
\nPapaMike, pra não ter sucesso, expulsa os demônios
\nCom o Espírito Santo aliado, meu progresso no canto
\nÉ ser usado pro arado, tipo vendedor de sonhos
\nAugusto Cury escreveu como discípula
\nQuer um ponto final na vida? Te entrego uma vírgula
\nNa quinta, tem célula pra orar, uma válvula
\nDe escape, fiz um recap, dei stop no crápula
\nNem Robocop ou Drácula, eu sou dramaturgo
\nExpulso vários gárgulas, da cúpula expurgo
\nCristo, minha bússola, pedra angular
\nSó voltar lá em 2003, sou cruzeiro com Luxemburgo
\nFui surdo em tantas situações
\nFingi que não te ouvi para poder cortar assunto
\nE percebi que suas verdades alteram com ocasiões
\nO problema é seu; com vacilões, nunca 'tivemos juntos
\nNem tudo é relativo, meu game é sem esse mode
\nEnquanto estiver vivo, vou cumprir minha promessa
\nNão interessa, eu sou raiz, a fala é um pelo do bigode
\nCódigo de Hamurabi, não cumprir, conheça minha peça\n\n