Sociedade dos Poetas Marginais Lyrics by Matheus Coringa
Bem Pior
2022
[Matheus Coringa Verso] Poetas Marginais Muitos aqui crescem sem "pais" No duplo sentido, Anarquia é o mínimo Vim mostrar o que um peão pode fazer com um rei Ou com o verme do seu filho Trappers que conhecem só o trafego pago Só entra em comunidade se volta o Orkut Mano tu não me ilude Quem manja de receita não crê muito em pornfood Cheira a lifestyle fake Não peguei essa visão olhando os olhos de Sartre Lírico mas decorar nunca fez parte O debate é um principio holistico Meus sentimentos vibram como um graffitii Mas minhas linhas são mais para o pixo Eu já falei sua mente é minha escalada E eu percebo que cê tá meio afoito Um conselho: melhor voltar pra casa Arte Marginal manipulando sílabas Sem manipular o povo como o sila faz Rap sem tempero, ausente de ideais Se o jogo é Xadrez, eu dou fuga de Alcatraz e fui... [ALFÃO verso] Centro hoje é Babilônia, maior onda, pandemia E eu com minha bicipreta 11 e pouca, que agonia Deixando preocupada toda minha família Minha mãe não entendia que eu preciso vivenciar Minha carreira é das curta mermo assim ainda agita Deus tá na frente sempre ele não joga só apita Você só fala merda boca é cu pede tabica Hoje prelas é prêmio estar sentando na minha pica Tomei de volta a força o que eu sempre merecia Sonho acordar herdeiro manter minhas regalia Comer o que quiser, viajar, poder acordar meidia Todo preto merce vida boa na teoria Cero eu reclamo de que se eu nasci aqui em Salvador É 5 mortadela no pão que o diabo amassou Padeiro do inferno o legado é de família Tá no sangue desde antes doz avô de meus avô Que a havaiana branca A baiana é preta Acarajé, dendê, crente você não tem a receita Tô de corpo fechado sem sinal nem 4g Num gosto vá se fuder Seu remédio é o tempo quem te receita Se a arte fosse gente era bala na cara, dela Nem sempre quem quer sumir por um tempo a cara vela Rezas não me adiantam se tô duro e é cara a vela O que me resta é guerra antes que eu tenha a cara velha [Dubzoro Verso] Botei a cabeça no lugar Com coragem, madruga e beat Dessa noite não passa sem explorar meu limite "Dolemite is my name and fucking up motherfuckers is my game shit" Avisei à Romário, uma coisa é certa primo Vou voltar aí com um Jetta 2.5 Pra quem saiu contrariado Numa bike prateada Que pelo caminho foi roubada É o mínimo De mão e mente cheia, nêgo irei convicto É o típico motivo de quem sai da lama e vira ídolo Mas vai demorar um pouco, eu sei que vai Base firme pro vento bater e não cair Eu só preciso de um boombap em São Paulo Pra poder quadriplicar meu salário Eu gero renda, eu sou o dobro do Estado Têm dias que eu me sinto cansado A falta de vivência tem me afetado E me afastado dos fardados Foda-se, esmiuçando cartas Lembrando que futuro me descartas Nós já trocamos farpas Mas já nos entendemos - murro em ponta de faca Sem saudosismo mas nunca mais uma bala na cara Tem quem faz mizera e só tem conta cancelada Estragaram a cena, toda desconfigurada Tem filadaputa que nem pode sair de casa É tanto ódio na minha mente Nem quero nome na faixa Qual é meu nome? DUUUUUUUUUUUUUUB
About “Sociedade dos Poetas Marginais” by Matheus Coringa
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